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Saúde

Primeiros sinais do HIV podem passar despercebidos por semanas

Sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe dificultam o diagnóstico precoce

teste
A melhor e mais segura forma de prevenção do HIV, ainda é pelo uso do preservativo
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Os primeiros sintomas da infecção pelo HIV costumam surgir entre duas e quatro semanas após o contato com o vírus e, em muitos casos, lembram um quadro gripal. Dor de cabeça, febre baixa, cansaço excessivo, garganta inflamada, dores nas articulações e ínguas, principalmente no pescoço, são manifestações comuns. Também podem ocorrer aftas, suor noturno, tosse, episódios de diarreia e rash cutâneo. Apesar de desaparecerem espontaneamente, esses sinais não indicam que o vírus tenha sido eliminado. Nesse período inicial, conhecido como fase aguda, o HIV se multiplica rapidamente no organismo, preparando terreno para anos de infecção silenciosa caso não seja diagnosticado.

A fase latente

Após o quadro inicial, muitas pessoas podem permanecer longos anos sem qualquer sintoma, mesmo com o vírus ativo no organismo. Essa etapa é chamada de fase latente e pode durar até uma década. A ausência de manifestações clínicas costuma dar a falsa impressão de saúde, mas nesse período o HIV continua se replicando e provocando danos progressivos ao sistema imunológico. É justamente esse processo silencioso que pode levar ao desenvolvimento da AIDS caso o vírus não seja identificado e tratado a tempo.

Sintomas da infecção crônica sem evolução para AIDS

Com o passar dos anos, antes mesmo que a AIDS se instale, alguns sintomas crônicos podem surgir devido ao enfraquecimento do sistema de defesa. Entre eles estão candidíase oral ou vaginal, placas brancas persistentes na língua, manchas brancas ásperas na mucosa, caroços de cor púrpura ou vermelho vivo na pele, episódios de herpes zoster, diarreia crônica, perda de peso sem causa aparente e facilidade para desenvolver hematomas. Em mulheres, podem aparecer alterações no exame de Papanicolau, como displasia cervical ou câncer in situ.

A progressão para AIDS e seus sinais característicos

Quando a contagem de linfócitos CD4+ cai para níveis muito baixos, geralmente abaixo de 200 células por microlitro de sangue, o organismo perde a capacidade de combater infecções simples. É nesse momento que surgem os sintomas característicos da AIDS: febre alta persistente, suores noturnos frequentes, diarreia contínua, fraqueza extrema, dificuldade respiratória, tosse constante, úlceras crônicas causadas pelo herpes simples, feridas genitais, manchas vermelhas na pele, candidíase resistente e perda rápida de peso. A pessoa passa a apresentar infecções oportunistas recorrentes, como pneumonias, amigdalites repetidas e candidíase intensa, além do risco aumentado de cânceres como sarcoma de Kaposi, linfomas e câncer de colo de útero.

A importância do teste e da detecção precoce

Especialistas recomendam que qualquer pessoa com sintomas suspeitos ou que tenha passado por situações de risco procure um posto de saúde ou hospital para realizar o teste de HIV. Identificar o vírus no início da infecção é fundamental, já que facilita o controle da carga viral e reduz a chance de transmissão. O diagnóstico precoce permite iniciar imediatamente o tratamento, impedindo a progressão para a AIDS e promovendo melhor qualidade de vida.

Tratamento e acompanhamento contínuo

O tratamento do HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando a doença já evoluiu para AIDS, o controle pode ser mais difícil e, em alguns casos, exige internação para receber antibióticos, antivirais ou antifúngicos destinados ao combate de infecções oportunistas.

Cuidados essenciais durante o tratamento

Para garantir a eficácia da terapia antirretroviral, é fundamental seguir corretamente as orientações médicas, tomar os medicamentos nos horários indicados e realizar acompanhamento periódico com infectologista. Exames de rotina para avaliar a carga viral e a contagem de linfócitos CD4 são indispensáveis. Além disso, recomenda-se manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos conforme indicação profissional, consultar regularmente o dentista e evitar a amamentação em caso de mulheres soropositivas. O uso de preservativo permanece obrigatório em todas as relações, tanto para evitar a transmissão quanto para impedir a infecção por novas variantes do vírus, o que pode dificultar o controle da doença. Com o tratamento correto, muitas pessoas alcançam carga viral indetectável, reduzindo significativamente o risco de transmissão, embora isso não signifique cura.

Compreendendo a AIDS e suas implicações

A AIDS não é o vírus, mas a síndrome causada por ele. O HIV invade e destrói progressivamente os linfócitos CD4+, fundamentais para a defesa do organismo. A queda dessas células abre espaço para infecções e doenças que, em condições normais, seriam facilmente combatidas. Por isso, a chave para viver bem com HIV está no diagnóstico precoce, no tratamento contínuo e na conscientização sobre a importância da prevenção.

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