A deputada estadual Delegada Nadine, natural de Getúlio Vargas, em agenda em Erechim, confirmou sua pré-candidatura à reeleição e destacou a atuação regional como marca do mandato. Em entrevista ao Jornal Bom Dia, na manhã do sábado, 18, enfatizou o vínculo com o Alto Uruguai, a defesa de pautas na segurança pública e a busca por soluções práticas na política.
22 anos de carreira
Com 22 anos de carreira na Polícia Civil (atualmente licenciada), afirmou que ingressou na política para continuar servindo à população. Para Nadine, o trabalho parlamentar exige proximidade com as comunidades, característica que buscou manter ao longo dos últimos três anos e meio. “Não fui uma deputada de gabinete. Estive presente nos municípios, ouvindo demandas e buscando soluções”, destacou.
Priorizou a região
Ressaltou que optou por priorizar a região, mesmo tendo votação expressiva em Porto Alegre. Entre as principais entregas, citou articulações para obras de infraestrutura, especialmente pavimentações que ligam municípios como Carlos Gomes, Centenário, Paulo Bento, Cruzaltense e Entre Rios do Sul. Na área de investimentos, afirmou que destinou aproximadamente R$ 4,6 milhões em emendas parlamentares para a região.
Defende o diálogo e critica a polarização
Ao abordar seu posicionamento político, a deputada se definiu como de centro-direita, defendendo o diálogo e criticando a polarização. “O papel do deputado não é apenas apontar problemas, mas construir soluções”, afirmou.
“A criminalidade tem migrado para o ambiente digital”
Na segurança pública, uma de suas principais bandeiras, Nadine destacou a redução de crimes como roubos de veículos, mas alertou para o crescimento dos crimes cibernéticos: “a criminalidade tem migrado para o ambiente digital, exigindo adaptação das forças de segurança”
Violência contra mulheres tem raízes culturais
A parlamentar também chamou atenção para a violência contra a mulher, apontando que o problema vai além da segurança pública e tem raízes culturais. Como proposta, defendeu políticas voltadas também aos homens, incluindo a criação de uma central de atendimento inspirada no modelo colombiano, com foco na prevenção da violência.
Antecedentes dos parceiros
Outro projeto defendido por Nadine prevê a possibilidade de mulheres consultarem antecedentes de parceiros, medida que pode evitar casos de violência. “Não se pode colocar na mesma balança o direito à vida e o direito à informação”, argumentou.