A raiva, assim como a ira é também encontrada entre os animais, como instinto, em resposta automática a um dano ou ameaça.
No ser humano, como aponta Joanna de Ângelis, porque dotado de vontade e discernimento, causa o obscurecimento da razão levando ao desequilíbrio, com danos emocionais expressivos, e, por vezes, com resultados profundamente lamentáveis.
“A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego é atingido.”
E ela faz uma comparação entre o animal e o ser humano.
O Animal, quando perseguido ou com fome, ataca, para logo depois, aquietar-se, pois que, atingiu seu objetivo.
O ser humano, “...agride antes, por medo de ser agredido”, não racionalizando suas atitudes, e não raras vezes, se comprazendo em agir assim; reflexo de ver-se superior ao outro.
Uma simples insinuação pode deflagar atitudes de violência.
Como nos libertar dessas algemas?
O primeiro passo para encontrar o equilíbrio emocional é admitir com humildade esse sentimento e identificar as causas dessas sensações e inquietações.
A seguir, buscar a cura, o equilíbrio, através da paciência, do perdão.
Evolução do Espírito
Quanto menos se estiver ligado às questões mundanas (orgulho, sede de poder, vaidade...), mais se entenderá que as verdadeiras conquistas estão no campo do espírito e não da matéria, e encontrará autodomínio, serenidade, equilíbrio nas ações.
A compreensão de que estamos aqui para corrigirmos os desvios de outrora, ajuda-nos a superar as animosidades, evitando o ódio que corrói o espírito e causa males que poderão se perpetuar na linha do tempo das existências.