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Paulo Bento acompanha investigação de caso suspeito de hantavirose

Resultado de exame laboratorial realizado pela Fiocruz é aguardado pelas autoridades de saúde

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Município de Paulo Bento informa que segue em investigação de caso suspeito de hantavirose
Por Redação
Foto Divulgação

O Rio Grande do Sul registrou, até o momento, dois casos de contaminação por hantavírus, em áreas rurais dos municípios de Antônio Prado e Paulo Bento. O caso de Antônio Prado foi confirmado laboratorialmente, enquanto o caso de Paulo Bento teve confirmação por critério clínico-epidemiológico e evoluiu para óbito. As amostras biológicas desse último paciente foram encaminhadas ao laboratório de referência da Fundação Oswaldo Cruz e, conforme divulgado, a análise que irá confirmar a causa da morte segue em andamento.

O município de Paulo Bento informou que acompanha a investigação do caso suspeito, envolvendo um paciente residente no município que faleceu ainda no mês de abril.

Conforme informações repassadas pela Secretaria de Saúde do município, o paciente esteve internado em um hospital privado de Erechim. Posteriormente, a pasta recebeu notificação com suspeita de hantavírus como possível causa do óbito.

O caso é acompanhado pelo Governo do Estado em conjunto com o município, conforme é aguardado o resultado do exame laboratorial realizado pela Fundação Oswaldo Cruz.

Segundo a Secretaria de Saúde, as medidas necessárias passaram a ser adotadas desde a notificação do caso. A administração municipal informou ainda que a divulgação oficial ocorrerá após a confirmação ou descarte da doença.

A hantavirose é uma doença transmitida por meio de urina, saliva, fezes ou mordida de roedores silvestres. No Brasil, ela ocorre na forma de síndrome cardiopulmonar por hantavírus e tem como sintomas iniciais febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náusea, podendo evoluir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e choque circulatório.

Existem vários tipos de hantavírus, cada um está associado a uma única espécie de roedor. Os ratos urbanos (ratazana, camundongo e rato de telhado) não são reservatórios dos tipos de hantavírus que ocorrem no Brasil.

Os principais fatores de risco para a doença incluem atividades agrícolas, domésticas ou de lazer que estejam, direta ou indiretamente, associadas à exposição a roedores silvestres, como limpeza de galpões, colheita, trilhas e pescarias.

A Secretaria Municipal de Saúde também esclareceu que o caso investigado não possui relação com episódios de hantavirose divulgados recentemente pela imprensa nacional e internacional, incluindo situações envolvendo navios de cruzeiro. Conforme informado, a doença não possui transmissão entre pessoas e não apresenta potencial de emergência em saúde pública neste contexto.

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