21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Política

Ex-presidiário e pré-candidato a deputado estadual defende mudanças no sistema judiciário

teste
Marcelo Figueiredo (PSDB), pré-candidato a deputado estadual: “A dificuldade para conseguir emprego
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O pré-candidato a deputado estadual pelo PSDB de Getúlio Vargas, Marcelo Figueiredo, afirma que pretende centrar sua campanha em propostas voltadas à reforma do sistema de justiça criminal e à ressocialização de pessoas privadas de liberdade. Durante entrevista à TV Bom Dia, ele falou abertamente sobre o período em que esteve preso: “Eu estava em Santa Catarina em 2009 até 2012 e atuava lá como falso advogado, porém, essa questão sempre foi para ajudar pessoas”, pontuou. Classifica a experiência como determinante para a construção de suas principais bandeiras políticas.

“O sistema precisa funcionar de forma mais ágil”

Figueiredo relatou que cumpriu pena superior ao que considera devido e afirmou que enfrentou dificuldades provocadas pela lentidão do sistema judicial. Para Marcelo, essa vivência o levou a defender mudanças na execução penal, especialmente nos processos de progressão de regime: “O sistema precisa funcionar de forma mais ágil. Quando o preso já cumpriu os requisitos para mudar de regime, essa transição não pode demorar meses por causa da burocracia”, afirmou.

Propostas

Entre as propostas apresentadas, o pré-candidato defende que a concessão da progressão para o regime semiaberto ocorra de maneira automática quando preenchidos os requisitos legais, evitando que detentos permaneçam presos além do tempo previsto. Sugere ampliar o uso da monitoração eletrônica e criar incentivos para que empresas contratem pessoas em processo de ressocialização.

Desafios para quem deixa o sistema prisional

Na avaliação de Marcelo Figueiredo, a reinserção no mercado de trabalho é um dos principais desafios enfrentados por quem deixa o sistema prisional: “a dificuldade para conseguir emprego acaba contribuindo para a reincidência criminal”.

Prisão e trajetória pessoal

Ao abordar seu histórico, Figueiredo confirmou ter sido preso após responder por atuar como advogado sem possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quando exercia atividades jurídicas para auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade, embora não tivesse concluído o curso de Direito nem obtido habilitação profissional. Também afirmou que, durante o período em que esteve recolhido, cursou parte da graduação em Direito e passou a estudar de forma mais aprofundada o funcionamento do sistema prisional.

Situação jurídica

Ainda sobre sua trajetória pessoal, o pré-candidato disse que a prisão trouxe impactos familiares profundos e relatou dificuldades para manter contato com a filha, situação que atribui a decisões judiciais. Questionado sobre eventual impedimento eleitoral, afirmou que já cumpriu integralmente a pena imposta e que sua situação jurídica não impede o registro da candidatura.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;