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Região

Trabalho diário de quem transforma a comunidade de Campinas do Sul

No campo e nas estradas, o cotidiano de colonos e motoristas promove o desenvolvimento

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Casal de agricultores, Valério Buttin e Maritania Fátima Buttin
Motorista, Jhone Lemos
Por Vivian Mattos
Foto TV Bom Dia

Com uma economia baseada na agricultura e na agropecuária, Campinas do Sul tem no trabalho de homens e mulheres, tanto do campo quanto da cidade, a força que impulsiona o desenvolvimento do município e sustenta a dinâmica da comunidade local.

Quem faz a diferença no campo

A rotina no campo não conhece feriado, chuva ou descanso.Na localidade de Engenho Grande, os agricultores Valério Buttin e Maritania Fátima Buttin vivem diariamente a dedicação exigida pela agricultura familiar.

As atividades são voltadas para a produção leiteira, cultivo de pêssegos e plantio de grãos destinados à alimentação dos animais. “A rotina é diária. Com gado de leite não tem parada, é sol, é chuva, é frio. A gente está ali todo dia, porque não tem como desligar o botão. A gente lida com seres vivos e eles requerem atenção todos os dias”, relata Valério.

Mesmo diante das dificuldades, o agricultor afirma sentir orgulho da profissão. Para ele, os momentos de colheita recompensam o esforço investido ao longo do ano. “Tudo é sofrido, mas depois, quando começa a colheita, é gratificante. Ver o resultado do teu trabalho pronto é muito bom”, disse.

Ao lado do marido, Maritania desempenha papel fundamental na administração da propriedade. Ela conta que participa diretamente das decisões e vê na valorização da mulher um diferencial dentro da família. “Eu me sinto muito orgulhosa porque tenho a oportunidade de fazer a gestão junto com o meu marido. Tudo o que a gente faz é compartilhado. Tem muitos homens que não valorizam a mulher, mas eu sou valorizada e também valorizo ele”, comenta.

Responsável pela comercialização da produção, especialmente dos pêssegos, Maritania é conhecida na cidade pelo contato direto com os consumidores e mercados locais. Segundo ela, a propriedade chega a colher cerca de dois mil quilos da fruta por safra, com entregas para programas institucionais e estabelecimentos da região. “Eu faço a venda dos pêssegos, entrego para programas e mercados, além das pessoas que compram diretamente. Tenho muita amizade na cidade por causa disso”, relata.

A família conta com a continuidade do trabalho no campo através do filho, que demonstra interesse em permanecer na propriedade e dar sequência à produção rural. “Ele gosta muito do interior e ajuda a gente. Pelo que estamos vendo, vai continuar na sucessão da propriedade”, diz Maritânia

Para ela, o incentivo familiar foi essencial para despertar no jovem o desejo de permanecer no meio rural. “Sempre incentivei ele, mostrando que o melhor lugar para viver é aqui no interior. A gente mora perto da cidade, consegue participar das atividades, mas aqui temos qualidade de vida e fazemos nosso próprio horário”, conclui.

Quem guia as estradas em trajetos de cuidado

Garantir a segurança dos estudantes no trajeto até a escola é a missão do motorista do transporte escolar, Jhone Lemos. O trabalho envolve responsabilidade, confiança e a construção de vínculos com estudantes e famílias.

Há oito anos atuando como motorista e há um ano no transporte escolar, Jhone conta que escolheu a profissão e que, ao longo do tempo, vem fortalecendo a relação com as crianças atendidas diariamente. “Nosso setor é importante porque a gente cria um vínculo com as crianças e também com os pais”, afirma.

Segundo ele, a comunicação constante com as famílias ajuda a aproximar ainda mais o transporte escolar da comunidade. “No meu caso, nós temos um grupo do transporte escolar. O que acontece na escola ou no decorrer do trajeto, os pais ficam sabendo”, explica.

A convivência diária faz com que a relação entre motorista e estudantes se torne cada vez mais próxima. “Eu tenho um vínculo muito bom com as crianças. Elas gostam de mim e eu gosto delas”, destaca.

Mesmo sendo relativamente novo na área do transporte escolar, Jhone afirma que cada dia traz novos aprendizados e adaptação à rotina. “É uma profissão que eu escolhi para mim. Cada dia vamos nos adaptando mais”, conclui.

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