A verdadeira dor é a perda do amor. Qualquer tipo de amor é sempre grandioso, mas o amor de mãe é infinito.
Sensibilidade versus sentimentos de perdas
A humanidade, em sua caminhada, mesmo perpassando inúmeras possibilidades de demonstração desses sentimentos, ainda encontra dificuldades para a aceitação e o entendimento.
Como dizer? Como explicar para si mesmo a complexidade da finitude?
Como gerenciar afastamentos, melancolia, tristezas e saudades? Como aceitar a irreversibilidade?
É dificílima tal compreensão e discernimento: render-se ao que não tem volta.
Quando entristecemos, o jardim da nossa alma fica seco, deserto, árido, não restando nem flores, nem perfumes, nem cores.
A vida perde o colorido, e a alma transborda a dor.
Quando os amores se despedem, o tempo escurece, emudece.
Contudo, nem tudo está perdido. Surge a Divina Providência como por encantamento.
E assim, nos patamares das varandas da existência, surgem amigos, familiares, amores antigos, todos de mãos dadas e entrelaçados com os anjos.
E, entre abraços e afetos, aquecemos o coração e reiniciamos a caminhada. Daqui a pouco é outubro, é nascimento, é florada.
Tempo novo, superação da dor, renovação do amor, novos caminhos e caminhadas.
Santidade, paz e glórias a Deus!
(Atribuo à despedida da benfeitora e defensora da fé, Ministra da Eucaristia Ines Ferreira Pinheiro)