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Economia

Erechim criou 1.353 novos empregos formais em sete meses de 2026

Em julho, foram mais 176 postos, puxados pelos serviços e comércio. Indústria e construção registram números negativos, pelo 3º e 4º meses respectivamente

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Apesar de um quadrimestre ruim, o segmento de construção tem impacto direto na cadeia produtiva loca
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O sétimo mês do ano, em julho, Erechim gerou 176 novas vagas de empregos formais, impulsionados pelos serviços e comércio, já que a indústria, construção e agropecuária registraram números negativos. Foram 2.204 contratações e 2.028 desligamentos de acordo com dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Exceto o mês de maio, quando teve números gerais negativos, nos outros seis, mais contratou que demitiu.

Mês a mês no ano

Em 2026, em janeiro iniciou o ano abrindo 327 vagas, o melhor mês do ano. Em fevereiro, outro mês muito bom, com criação de 321 postos e outros 319 em março. Em abril, novamente números positivos (135 novas vagas). Em maio, foi o pior mês do ano, fechando oito vagas. Em junho, outras 92 vagas criadas. E no último mês pesquisado, 176 novos postos de trabalho formais.

No acumulado do ano são 1353 novas vagas, com 15.403 contratações e 14.120 demissões.

Mais de 9 mil novas vagas no novo Caged  

 Desde que entrou em vigor o novo Caged em 2020, Erechim criou 9.133 novas vagas. Dados de 66 meses. Isso equivale a uma média anual de 1.384,61 novos empregos formais (136,36 por mês). A seguir ano a ano.

2020: 466 vagas criadas (242 vagas de estrangeiros: 51,93%).

2021: 1.684 vagas criadas (estrangeiros perdem 32 vagas: negativo de 1,90%).

2022: 1.147 vagas criadas (261 vagas de estrangeiros: 22,75%).

2023: 1.566 vagas criadas (866 vagas de estrangeiros: 55,30%).

2024: 1.147 vagas criadas (977 vagas de estrangeiros: 85,17%).

2025: 1.770 vagas criadas (736 estrangeiros: 41,58%).

2026: 1.353 vagas criadas em sete meses (392 estrangeiros – 28,97%)

Total:  9.133 vagas criadas (3.442 estrangeiros – 37,67%).

 

 

Percentual por segmento  

Levantamento revela quanto cada segmento contratou e o percentual que representam, desde que foi criado o novo Caged em 2020, totalizando os 9.133 postos de trabalho com carteira assinada.

 

Indústria: 4.198 vagas criadas (45,94% do total).

Serviços: 3.294 vagas criadas (36,06% do total).

Comércio: 1.093 vagas criadas (11,95% do total).

Construção: 553 vagas criadas (6,05% do total).

Agropecuária: fechou cinco vagas (0,0% do total).

 

 

Percentual por segmento na evolução do emprego

Erechim mantém na formalidade, 42.863 trabalhadores em cinco segmentos. Veja a força de trabalho em cada um deles.

Indústria: 17.211 trabalhadores (40,15%).

Serviços: 14.758 trabalhadores (34,43%).

Comércio: 8.567 trabalhadores (19,99%).

Construção: 2.162 trabalhadores (5,05%).

Agropecuária: 165 trabalhadores (0,38%).

 

Indústria e serviços representam quase 75% dos empregos formais

A indústria e serviços possuem 31.969 trabalhadores na formalidade. Isso representa quase 75% de todas as vagas ofertadas na formalidade em Erechim.  Ano a ano, os dois segmentos se alternam na liderança de quem mais gera novos posto de trabalho.

Desde que foi implementado o novo Caged em 2020, três anos para cada um. Em 2020, 2021 e 2024 a indústria liderou (2.192 novos empregos). E os serviços se manteve em 1º lugar em 2022, 2023 e 2025 (1.796 novos empregos). Agora em sete meses de 2026, serviços ultrapassou a indústria. São 653 novos postos, contra 606, mas ambos fundamentais para a economia de Erechim.

 

Os estrangeiros no mercado de trabalho

Desde 2020, quando iniciou o novo Caged, os estrangeiros desempenham papel importante no preenchimento de vagas. Das 9.133 vagas criadas, 3.442 foram ocupadas por estrangeiros, que representa 37,67%.

Nos sete primeiros meses de 2026, das 1.353 novas vagas criadas, 392 são ocupadas por estrangeiros, o que representa 28,97%. Foram 2.412 contratações e 2.020 desligamentos.

Das 392 vagas preenchidas por estrangeiros neste ano, 221 são na indústria. Na construção são 4 vagas. Já no comércio o saldo é de 81 vagas. Em 2026, nos serviços, são 86 novas vagas.

 

Indústria: 3º mês consecutivo no negativo

Em julho, pelo segundo mês consecutivo, a indústria, mas demitiu com contratou. Foram 686 admissões e 694 desligamentos (8 vagas a menos).  

Mesmo com o desempenho ruim no último trimestre, mantém a segunda posição no número de empregos criados em 2026 (ultrapassado pelos serviços em julho). São 606 postos no ano (5.542 contratações e 4.936 demissões). É um dos motores da economia de Erechim.

 

Serviços, líder no ano

 

Em julho, os serviços repetiram o bom momento, e novamente foi o melhor segmento da economia com 191 postos de trabalho criados (820 admissões e 629 demissões).

O setor segue impulsionado pela diversificação das atividades econômicas do município. No ano é quem mais gerou novos empregos. São 653 vagas criadas (5.031 contratações e 4.378 desligamentos).

 

Construção: quatro meses no negativo

Pelo quarto mês consecutivo, a construção registra números negativos. Em abril fechou 50 vagas, e em maio outros 41 postos de trabalho. Em junho, outras 33 vagas deixaram de existir. E agora em julho. Mas 67 vagas foram fechadas (165 admissões e 232 demissões)

Apesar de um quadrimestre ruim, o setor tem impacto direto na cadeia produtiva local, principalmente na prestação de serviços. No ano, são 110 novos postos de trabalho criados (1.456 admissões e 1.346 demissões).

Comércio registra os melhores números em julho

Após fechar 175 vagas em janeiro e fevereiro, se recuperou em março, com 51 novos empregos. Em abril voltou a contratar (foram 45 novos postos de trabalho). Em maio registrou novamente números negativos (fechou 7 postos de trabalho). Em junho criou 19 novos empregos formais. E julho segue crescendo com 531 contratações e 469 desligamentos (saldo positivo de 62 vagas), o melhor desemprenho em sete meses de 2026.

Apesar da melhora no último bimestre (julho e julho), segue negativo no ano, com o fechamento de 9 vagas (3.425 contratações e 3.434 desligamentos).

Agropecuária: negativo em junho e no ano

A agropecuária é o quinto segmento pesquisado pelo CAGED. Em Erechim, não representa números significativos na geração de empregos formais. Em julho, fechou duas vagas (duas contratações e quatro desligamentos).

No ano, os números também são negativos. Admitiu 19 trabalhadores e demitiu 26 de suas funções, o que gera um saldo negativo de sete novos empregos. Mantém 165 trabalhadores na formalidade, o que representa 0,38% do total de vagas ofertadas em todos os segmentos.

 

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