Fundada em 22 de setembro de 2001, a Cooperativa Nossa Terra reuniu, na terça-feira, 22 de setembro, associados, colaboradores, fundadores, veículos de imprensa, instituições de ensino, prefeituras, cooperativas e entidades da região para celebrar o Jubileu de 25 anos.
Em programação organizada em torno de três tempos: passado, presente e futuro, a entidade apresentou a nova marca, identidade visual que reflete a essência do trabalho desenvolvido ao longo da trajetória e representa, também, os próximos passos da cooperativa.
A abertura do evento contou com cortejo pelo corredor central, apresentando, por meio dos alimentos produzidos pelos agricultores familiares cooperados, a identidade da Cooperativa Nossa Terra.
Na sequência, foi exibido vídeo em homenagem aos fundadores, com depoimentos de agricultores familiares que fazem parte da história da cooperativa. Conforme apresentado, a entidade surgiu a partir da união de um grupo de feirantes que vendia produtos aos sábados, com a necessidade de comercializá-los em outros dias da semana. Na criação, eram 21 fundadores, e a cooperativa contou com R$ 5 mil de empréstimo da Cresol para colocar os produtos no mercado.
Nova identidade, essência que se mantém
Durante o evento, foi apresentado o conceito da nova identidade visual da Cooperativa. De acordo com o presidente da Nossa Terra, Adelmir Gaiardo, a marca reúne três elementos: o sol, que representa a origem e o começo de cada dia no campo; a folha, que remete à germinação e ao crescimento; e o recipiente, que guarda o alimento, centro do trabalho da cooperativa. Segundo o presidente, o desenho carrega o gesto das mãos e retoma a marca antiga, com a ideia de acolher e oferecer.
Gaiardo também apresentou o DNA da cooperativa, formado por seis comportamentos que orientam a atuação no dia a dia. Entre eles, citou a defesa da agricultura familiar em primeiro lugar. "A marca nova não muda quem somos. Ela renova a forma de mostrar quem somos, olhando para os próximos 25 anos", afirmou.
História de geração
"O que vimos no vídeo é uma homenagem, e homenagem não é a mesma coisa que história. Uma homenagem escolhe alguns momentos e algumas vozes. A nossa história é maior. Tem muitos capítulos, momentos bons, momentos difíceis, e tem muita gente que não aparece aqui neste momento, mas que a gente quer resgatar", destacou Adelmir Gaiardo, ao anunciar a produção de um livro sobre a história da cooperativa, convidando os presentes a contribuírem com lembranças e registros.
Segundo o presidente, a cooperativa reúne atualmente 1.250 famílias associadas, e os alimentos comercializados chegam a 12 estados do país.
Para o diretor de Negócios, Marcelo Cozer, as perspectivas são de trajetória ascendente. "Hoje a cooperativa está mais preparada, mais organizada, tem um quadro de colaboradores robusto, pessoas que têm conhecimento, que têm estrutura, que têm bagagem. E nós temos um grande campo pela frente ainda. O mercado de alimentos a nível nacional e internacional é algo que só tende a crescer", afirmou.
Sobre a apresentação da marca, o diretor Agropecuário, Bernardo Arsego, destacou a essência da cooperativa como fator fundamental para a expansão. "É o auge do nosso evento, que carrega toda a história desde a fundação até os dias atuais e que também traz, intrínseca nela, essa expansão que a gente vem tendo nos últimos anos", disse. Arsego lembrou ainda que a cooperativa começou em 2001, com 21 agricultores e o apoio de algumas entidades.
Um dos fundadores, Clairton Balen, relatou o início de tudo, quando o grupo resistiu em busca de oportunidades para manter a agricultura familiar forte. "Nós vimos uma necessidade, além da feira, de deixar o nosso produto para ser comercializado durante a semana para o público da cidade. Então, nós criamos a cooperativa para ter esse espaço", contou. Ele mencionou dificuldades enfrentadas ao longo do caminho e a mudança de local da cooperativa. "Hoje a cooperativa Nossa Terra está comercializando para 12 estados do país, vendendo para merenda escolar e abrindo uma porta para um mercado que as cooperativas do agro nunca olharam. Elas sempre olharam para os cereais", afirmou.
Ao relembrar o começo da trajetória, a fundadora Marlene Slongo relatou que a proporção atual não estava prevista no início. "A gente não tinha essa dimensão quando ajudou a fundar a cooperativa. Era simplesmente para vender o nosso produto. Hoje o nosso produto, aqui de Erechim, vai para São Paulo, vai para Salvador, vai para vários estados que nós, enquanto agroindústrias, sozinhas não conseguiríamos", destacou.
O colaborador homenageado pela Cooperativa Nossa Terra, Cristiano Dominiak, também registrou satisfação em acompanhar e compor a história da entidade. "Para mim, é muito importante fazer parte dessa família. Três anos que já estou aí, e só agradecer o pessoal e continuar nesse trabalho", concluiu.