A crítica e suas consequências
É preciso ter muito cuidado ao emitirmos opiniões que muitas vezes são veladas críticas.
Como alerta Joanna de Ângelis, a natureza da crítica é de um julgamento e pode avançar para a maledicência e a calúnia.
Quando construtiva, ao apontar imperfeições e deslizes, contribui para o “aperfeiçoamento daquilo que se encontra sob a sua observação”.
Quando destrutiva, encerra uma condenação, podendo levar a resultados avassaladores.
Nesse caso, fruto da evolução espiritual e moral, o indivíduo acaba criando obstáculos ao desenvolvimento sadio do outro, apontando erros e imperfeições, aniquilando, muitas vezes a tentativa de progresso.
“O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional.” (NETO, Francisco do Espírito Santo, p/Espírito Hammed. As Dores da Alma)
O profissional da crítica
Outro aspecto da crítica é em relação aos críticos profissionais, que muitas vezes são impiedosos em seus posicionamentos, severos, cruéis, “em processo de transferência psicológica”.
Contudo, não devemos olvidar que o crítico é um ser humano com suas limitações e imperfeições, emoções e poucas vezes consegue a necessária neutralidade na análise do objeto de sua observação, cujo mister deve ter como fundamento a humildade e o interesse em contribuir para a harmonia e o “equilíbrio que devem viger no grupo social”.
Em casos extremos, críticos se arvoram no direito de emitirem opiniões contundentes, embasadas em suas convicções, levando no mais das vezes a “maldizer e perseguir os idealizadores e reformadores”, levando-os “à ruína, para serem consagrados após a sua morte”.
Ninguém é perfeito e, portanto, todos estamos sujeitos à censura de uma ou de outra maneira.
A inteligência deve ser usada para edificar e não para destruir sonhos!