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Rural

Produção de tomate pode atender mercado regional

No momento, a produção da hortaliça abastece o Alto Uruguai, mas tem área para avançar o plantio e abastecer a região de Passo Fundo e Chapecó

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Anderson Pieniak é um dos maiores horticultores de Erechim
Por Rosa Liberman - rosa@jornalbomdia.com.br
Foto Rosa Liberman

O período é das horticulturas de verão, que não toleram a geada. Para algumas variedades, a região produz uma área que atende a demanda regional, mas em outros casos, há espaço para ampliar a produção. Pois além de área ociosa, há demanda para a produção, que é abastecida com produto de outras regiões.

O feijão de vagem por exemplo, ocupa quatro hectares e é uma cultura pouco explorada. A moranga cabotiá tem 32 hectares plantados. Já o milho verde ocupa 31 ha, o pepino 18 ha e o tomate 28 hectares. A moranga e o milho são cultivados em céu aberto e sem irrigação. As demais, 70% em estufa e 100% com irrigação.

De acordo com o agrônomo da Emater Regional, Paulo Trierveiler, a grande maioria dos produtores que se dedicam a horticultura tem a atividade como principal e comercializam os produtos na feira do produtor e em mercados da região. Já o pepino, tem também outro destino. Tem tradição de ser utilizado para fazer conserva.

Conforme Trierveiler, para o cultivo das horticulturas é necessária uma boa estrutura para o cultivo protegido e irrigado. Assim evita-se doenças, ou seja, elas atacam menos, e mantém uma produção de qualidade, garantindo uma boa renda.

Com relação ao tomate, enquanto outras regiões se especializaram no tomate longa vida, no Alto Uruguai os agricultores se especializaram em produzir o tomate tipo salada, que compete bem e tem bom preço. “Esta variedade poderia ser mais explorada e os agricultores poderiam buscar mercados mais distantes como de Passo Fundo e Concórdia por exemplo”, diz.

A produção de tomate salada não atende 100% da demanda regional, mas grande parte dela. O feijão vagem, segundo o agrônomo, tem área para expandir a produção e para o pepino, segundo Trierveiler, precisaria ter uma agroindústria para o envasamento das conservas.

 

Dedicação integral

Anderson Antônio  Pieniak, 27 anos, é um dos maiores horticultores de Erechim. Ele tem três hectares no bairro dos Verdureiros, onde cultiva 0,5 hectares com tomate gaúcho. O restante é destinado a hortaliças anuais como alface, temperos, rúcula, rabanete, espinafre, radicci, couve flor, entre outros.

Segundo ele, a atividade exige bastante mão de obra e no local trabalham ele, o pai e um funcionário. Anderson comenta que a atividade é rentável, mas o preço das folhosas diminuiu bastante, pois o clima está favorável a horticultura, proporcionando o aumento da produção. Com relação ao tomate, o aumento da produção, somado ao aumento do número de hortas urbanas, são fatores que podem ter influenciado a redução do consumo, logo, no aumento do preço.

Anderson comercializa para cinco mercados da cidade e vende o tomate gaúcho a R$ 5 o quilo. Em um dos mercados locais ele é comercializado ao consumidor por R$ 8,97 o quilo.

O agricultor aumentou o número de plantas e também espera o aumento na produção. No ano passado foram 4 mil pés com uma produtividade de oito quilos por planta, com uma produção de 30 mil quilos. Nesta safra, serão seis mil pés, com expectativa de 10 quilos por planta e produção de 50 mil quilos.

Com relação aos preços, a tendência é de o tomate cair com a entrada do forte da safra e das folhosas subirem com as temperaturas aumentando e possibilidade de estiagens. A safra do tomate é de novembro a maio.

Seu cultivo é protegido e todo sistema é irrigado por gotejamento, amarrado e suspenso para ser conduzido no barbante. A produção é convencional, mas garante usar os produtos liberados pela Anvisa.

De acordo com o técnico em Agropecuária da Emater Municipal, Edgar Copatti, esta é uma atividade que necessita de tecnologia, como a proteção e a irrigação, para enfrentar períodos de geada no inverno e as condições climáticas do verão.

 

Produtores recebem orientações quanto ao uso de agroquímicos

Conforme o secretário de Agricultura de Erechim, Eloir Griseli, os agricultores recebem orientações sobre o uso de agroquímicos nas plantações e orientações técnicas quanto a dosagem adequada e produtos permitidos. Já as recomendações indicam a transição do plantio convencional para o agroecológico ou orgânico.

Recentemente, iniciou um debate entre a prefeitura, produtores e a Universidade Federal da Fronteira Sul para analisar a qualidade nutricional e a quantidade de resíduos de agroquímicos nos produtos, a fim de melhorar os alimentos para o consumidor. Este trabalho deve ter continuidade para conclusão e aplicação no próximo ano, segundo o secretário Griseli.

Erechim dispõe de uma feira de produtos orgânicos, no bairro São Cristóvão,  nas quartas e sextas-feiras. No Parque Longines Malinowski, que acontece aos sábados, alguns feirantes oferecem alimentos com certificação orgânica também. E de acordo com o secretário de Agricultura, a Feira do Produtor, do centro de Erechim se encaminha para este processo. “É uma tendência, de acordo com a necessidade do consumidor, alimentos sem o uso de agroquímicos”, diz.

 

 

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