José e Jesus (2)
Na reflexão anterior, observamos alguns aspectos da vida de José que apontaram para a vida de Jesus. Agora, vamos considerar mais alguns pontos.
A história de José destaca sua interação com dois homens condenados, um padeiro e um copeiro do rei do Egito. O relato da crucificação de Jesus destaca sua interação com dois criminosos, um de cada lado dele. José falou da soltura de um dos dois presos. O copeiro foi posto em liberdade e serviu na presença do rei do Egito. Jesus, na cruz, perdoou um dos ladrões e este entrou no paraíso na presença do Rei dos reis.
O sofrimento de José na prisão terminou com sua libertação e exaltação para assumir sua posição ao lado do faraó. Foi dada a José autoridade absoluta sobre toda a terra do Egito (Gênesis 41:41). O corpo de Jesus não foi deixado no túmulo. Seu sofrimento terminou com sua ressurreição e exaltação. Paulo afirmou sobre Jesus: “ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:8-11). Pedro disse: “Portanto, toda a casa de Israel esteja absolutamente certa de que a este Jesus, que vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).
José mostrou misericórdia, e não procurou a vingança. Ele perdoou seus irmãos e demonstrou bondade para com todos eles (Gênesis 50:15-21). Quando foi crucificado, Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Ele ainda enviou seus apóstolos como embaixadores para oferecer perdão e paz às pessoas responsáveis pela morte dele.
Deus usou José para salvar sua família, que se tornou a nação de Israel. Por meio do sofrimento desse homem inocente, muitos foram salvos. Esse exemplo é amplificado infinitamente em Jesus. Por meio do sacrifício redentor de Jesus, todos os que aceitam a mensagem do Evangelho recebem a salvação.
O apelo de Paulo ressoa até hoje: “Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo [...] Portanto, somos embaixadores em nome de Cristo, [...] pois, pedimos que vocês se reconciliem com Deus” (2 Coríntios 5:18-20).