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Economia

Quando as moedas valem mais

Dinheiro que sobra nos cofrinhos faz falta no comércio erechinense

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Dinheiro que sobra nos cofrinhos faz falta no comércio erechinense. Foto: USP Imagens
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br

Você certamente já deve ter ido ao supermercado e, na hora de pagar, foi surpreendido pela pergunta: “tem moedas para facilitar o troco?”. Se a indagação lhe parece comum, há um motivo. O tradicional hábito de guardar moedinhas para trocá-las em grande quantidade tem causado uma verdadeira disputa por elas no comércio já que, enquanto ‘engordam os cofres’, esvaziam os caixas.

A gerente de uma farmácia de Erechim, Eliane Montemezzo, destaca que semanalmente precisa sair em busca de troco já que encontrar as moedas está cada vez mais difícil. “É uma forma que as pessoas encontraram de economizar, porém, acaba prejudicando o comércio, pois precisamos deste dinheiro em movimento. Sempre que vemos clientes com moedinhas solicitamos a troca. Em alguns casos até pagamos a mais”, relata.

Da mesma forma, em uma rede de supermercados, a busca é constante. De acordo com o gerente, Oswaldo Rossi, a alternativa é ir em busca de locais onde a circulação das moedas é maior. “Normalmente tentamos conseguir com as empresas de ônibus urbano ou com vendedores ambulantes, pois precisamos diariamente de bastante troco. As vezes parece que as moedinhas somem”, declara.

Outra alternativa que o estabelecimento encontrou foi a instalação de um equipamento – o catamoeda - para o consumidor trocar moedas por vale-compra ou cédulas. “Esperamos que isto estimule as pessoas a virem trocar”, completa Rossi.

Elas vão... mas não voltam

O gerente de um banco de Erechim, Erivelton Luis Bueno Carneiro destaca que a procura pelas moedas é tão frequente que a agência determinou um dia específico para distribuição. “Nós temos notado que a quantidade de moedas que vai para circulação acaba não retornando. As moedas vão, mas não voltam. Sabemos que isto se deve muito a este hábito que as pessoas têm de guardá-las. Enquanto isto as moedas são dinheiro parado, o que acaba atrapalhando o comércio”, afirma.

O gerente relata ainda que uma das alternativas para fazer com o que o dinheiro circule consiste em orientar o consumidor que vá diretamente aos locais em que elas são mais escassas. “Quando as pessoas vêm até nós para trocar as moedas por cédulas nós já sugerimos que elas vão até determinados estabelecimento para que façam a troca direta”.

Moedas que valem prêmios

Em outra rede de supermercados, a alternativa encontrada pela gerência para estimular o retorno das moedas foi a troca por prêmios. A ação é simples: a cada R$30 em moedas trocadas, o cliente concorre a prêmios como cestas de produtos, por exemplo. Conforme a gerência da rede, desde que foi implantada a iniciativa já teve resultados e têm mudado aos poucos o comportamento dos clientes. Entretanto, ainda há dificuldades em conseguir troco suficiente.

Já em uma sorveteria, além do valor das moedas, o cliente que faz a troca de determinado valor ganha de brinde um sorvete. “Temos que estimular as pessoas a mudarem um pouco este hábito, pois precisamos sempre estar em busca das moedas enquanto muitas pessoas ficam com esse dinheiro parado por anos em casa. Como todo mundo adora coisas de graça, optamos por dar um sorvete de brinde”, afirma o proprietário do local, Ivanir José Mentz.

Engordando o cofrinho

O hábito de guardar moedas pode estar relacionado à maior facilidade de gastar as cédulas. A vendedora de telemarketing, Karina da Rosa Farias, conta que já guarda moedas há meses e diz que esta é a única maneira que encontrou de economizar. “É muito mais fácil gastar o dinheiro em cédulas. Já as moedinhas a gente guarda no cofrinho e não vê mais. Até parece que não fazem falta, aí vamos juntando sem nem perceber”, afirma.

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