Três anos são pouco para transformar décadas de atraso. Mas já são suficientes para mostrar que o Rio Grande do Sul decidiu mudar a história do saneamento.
Quando a Corsan iniciou uma nova etapa de sua trajetória, assumimos um desafio que vai muito além da operação dos serviços de água e esgoto em 317 municípios. Assumimos o compromisso de acelerar uma transformação que o Estado esperava havia muito tempo.
O debate sobre saneamento costuma se concentrar no modelo de gestão. A pergunta mais importante, porém, é outra: estamos conseguindo entregar resultados?
Quando iniciamos essa jornada, apenas 19% da população atendida tinha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. Em 257 municípios, esse serviço simplesmente não existia. Hoje, a cobertura já alcança 30%, impulsionada por investimentos que passaram de cerca de R$ 400 milhões para R$ 1,5 bilhão por ano.
Essa mudança não se resume ao volume de recursos. Ela incorpora tecnologia, inovação e planejamento. Monitoramos sistemas em tempo real, reduzimos perdas de água, fortalecemos a resiliência diante dos eventos climáticos extremos e modernizamos a operação para ampliar a segurança do abastecimento.
Também entendemos que saneamento não é apenas infraestrutura. É saúde, preservação ambiental, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Por isso, ampliamos iniciativas de educação ambiental, economia circular, recuperação de áreas degradadas, tarifa social e transparência.
É claro que ainda há desafios. Obras provocam transtornos, exigem diálogo e cobram capacidade de execução. Mas não existe universalização sem investimento, nem rios limpos sem redes de esgoto e estações de tratamento.
Os três primeiros anos representam apenas o começo. O sucesso dessa transformação será medido menos pelos quilômetros de redes implantadas e mais pelo impacto que deixaremos na vida das pessoas.
É esse legado que estamos construindo. Um Rio Grande do Sul mais preparado, mais sustentável e mais justo para as próximas gerações.