21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Opinião

Três anos depois: o saneamento que o Rio Grande do Sul decidiu construir

teste
Samanta Takimi, presidente da Corsan
Por Samanta Takimi, presidente da Corsan
Foto Divulgação

Três anos são pouco para transformar décadas de atraso. Mas já são suficientes para mostrar que o Rio Grande do Sul decidiu mudar a história do saneamento.

Quando a Corsan iniciou uma nova etapa de sua trajetória, assumimos um desafio que vai muito além da operação dos serviços de água e esgoto em 317 municípios. Assumimos o compromisso de acelerar uma transformação que o Estado esperava havia muito tempo.

O debate sobre saneamento costuma se concentrar no modelo de gestão. A pergunta mais importante, porém, é outra: estamos conseguindo entregar resultados?

Quando iniciamos essa jornada, apenas 19% da população atendida tinha acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. Em 257 municípios, esse serviço simplesmente não existia. Hoje, a cobertura já alcança 30%, impulsionada por investimentos que passaram de cerca de R$ 400 milhões para R$ 1,5 bilhão por ano.

Essa mudança não se resume ao volume de recursos. Ela incorpora tecnologia, inovação e planejamento. Monitoramos sistemas em tempo real, reduzimos perdas de água, fortalecemos a resiliência diante dos eventos climáticos extremos e modernizamos a operação para ampliar a segurança do abastecimento.

Também entendemos que saneamento não é apenas infraestrutura. É saúde, preservação ambiental, desenvolvimento econômico e qualidade de vida. Por isso, ampliamos iniciativas de educação ambiental, economia circular, recuperação de áreas degradadas, tarifa social e transparência.

É claro que ainda há desafios. Obras provocam transtornos, exigem diálogo e cobram capacidade de execução. Mas não existe universalização sem investimento, nem rios limpos sem redes de esgoto e estações de tratamento.

Os três primeiros anos representam apenas o começo. O sucesso dessa transformação será medido menos pelos quilômetros de redes implantadas e mais pelo impacto que deixaremos na vida das pessoas.

É esse legado que estamos construindo. Um Rio Grande do Sul mais preparado, mais sustentável e mais justo para as próximas gerações.

 

Publicidade

Blog dos Colunistas

;