Durante o mês de agosto, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Erechim desenvolveu uma série de ações alusivas ao Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A temática foi trabalhada de forma integrada nos diferentes serviços que compõem a Rede Pública de Saúde Municipal, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com atividades voltadas à informação, prevenção e fortalecimento.
Ao longo do mês, foram promovidas rodas de conversa, atividades educativas e momentos de reflexão, com a participação de profissionais e convidados de diferentes áreas. As iniciativas possibilitaram ampliar o olhar sobre o feminicídio e a violência contra a mulher, abordando aspectos sociais, culturais, psicológicos, jurídicos e relacionados à saúde. As ações também buscaram contribuir para que profissionais e usuários dos serviços ampliem o conhecimento sobre as diferentes formas de violência, favorecendo a identificação de situações de risco e o acesso à rede de proteção e cuidado.
Informação e prevenção
A programação teve como um dos principais objetivos fortalecer o debate sobre a violência contra a mulher e destacar a importância da prevenção ao feminicídio. A partir dos diferentes olhares e experiências compartilhados durante as atividades, foram criados espaços para diálogo e reflexão sobre uma realidade que exige atuação conjunta das políticas públicas e da sociedade.
Para o secretário de Saúde, Vianei Mueller, trabalhar a prevenção e a conscientização dentro da rede de saúde é fundamental para fortalecer o cuidado e a proteção. “A violência contra a mulher precisa ser enfrentada de forma permanente e integrada. A Saúde tem um papel importante na identificação de situações de violência, no acolhimento e no encaminhamento adequado, mas esse trabalho precisa estar conectado com toda a rede de proteção. As ações do Agosto Lilás fortalecem justamente essa compreensão e ampliam o espaço para informação, diálogo e prevenção”, destaca.
Fortalecimento da rede de cuidado
As atividades realizadas ao longo do mês reforçaram a importância da atuação articulada entre os diferentes serviços e profissionais. A identificação precoce de situações de violência, o acolhimento adequado e o encaminhamento para os serviços de proteção são fundamentais para interromper ciclos de violência e preservar vidas.