Nesta primeira parte, revisitamos o início da Orquestra Belas Artes e os primeiros capítulos de uma trajetória que passou a integrar a vida cultural de Erechim.
No dia 28 de setembro, completou 12 anos do primeiro concerto oficial da Orquestra Belas Artes, o “Do Barroco ao Rock”, realizado em 2014. A data é uma oportunidade para lembrar uma história que começou antes e que, ao longo dos anos, passou a fazer parte da vida cultural de Erechim.
A Orquestra Belas Artes nasceu em 2010, durante a primeira administração municipal do prefeito Paulo Alfredo Polis e da vice-prefeita Ana Lúcia Silveira de Oliveira, dentro da então Escola Municipal de Belas Artes Osvaldo Engel, por iniciativa do maestro Gleison Juliano Wojciekowski, com a proposta de proporcionar aos alunos a prática musical em conjunto. Naquele período, a Escola era dirigida por Alessandra Nara Zis Berticelli, acompanhada pelos vice-diretores Élida Fátima Fracaro, Gleison Juliano Wojciekowski e Wahidy Ana Ribeiro Makki Detoni, além da equipe pedagógica.
Ainda naquele primeiro ano, a Orquestra participou da nova gravação do Hino de Erechim, coordenada por Gleison e entregue pela Prefeitura à comunidade. No CD, aparece em diferentes faixas, sozinha e acompanhando cantores e o Coral Universitário da URI. É um registro significativo: no mesmo ano em que nasceu, já participava de um trabalho ligado a um dos símbolos do Município.
Em 2013, participou da gravação do CD/DVD “A História Viva da Música Gaúcha”, de Chiquito & Bordoneio, ao lado de grandes nomes da música gaúcha, e esteve na programação oficial da FRINAPE. Depois vieram muitos outros palcos. Em 2015, representou Erechim no Teatro Dante Barone, na Assembléia Legislativa; em 2016, realizou o Concerto Gaúcho, reconhecido com votos de congratulações pela Câmara de Vereadores, e participou da histórica passagem da Tocha Olímpica por Erechim, ao lado do Jupem e do Coral Cantares, acompanhando Gildinho e Chiquito na interpretação de “Erechim, História e Canto”.
A integração e o intercâmbio cultural sempre fizeram parte dessa caminhada. Ao longo dos anos, a Orquestra dividiu experiências com músicos, corais e outras formações, entre elas a Orquestra Sinfônica Getuliense, Orquestra de Concertos de Erechim, OCAU, Coro da URI, Coro La Montanara, Grupo do Gillé, Coral Cantares, Coro do Sesc, Coro Belas Artes e Pequenos Cantores de Getúlio Vargas, além de tantos outros. Também levou a música de Erechim para encontros fora do Município, criando vínculos, conhecendo outros trabalhos e promovendo uma troca que faz parte da própria essência da música.
E é interessante perceber que essa compreensão sobre a importância do intercâmbio cultural não nasceu agora. Ela aparece também na própria história legislativa de Erechim. A Lei Municipal nº 2.555, de 16 de setembro de 1993, ao estabelecer as diretrizes orçamentárias e as prioridades culturais do Município para o exercício seguinte, já incluía a promoção de intercâmbio com instituições culturais afins, mencionando expressamente escolas municipais, bandas, orquestras e corais. Entre as metas previstas estavam ainda encontros e trocas de experiências com apresentações em âmbito estadual, nacional e internacional. É um registro de mais de três décadas atrás que ajuda a mostrar que aproximar grupos, compartilhar experiências e permitir que a produção cultural de Erechim dialogue com outras cidades sempre foi reconhecido como algo importante para o desenvolvimento da cultura local.
Na próxima publicação, essa história segue pelos encontros, apresentações e vínculos que aproximaram a Orquestra da comunidade.